Hospital São Lucas faz cirurgia inédita no quadril

Médicos da Clínica São Lucas realizaram pela primeira vez em Americana uma cirurgia por navegação para colocação de prótese no quadril. Diferente do método convencional, o procedimento conta com o auxílio de um software que orienta o melhor posicionamento do implante, o que permite maior mobilidade ao paciente e maior durabilidade da prótese.

A cirurgia foi realizada no dia 28 de abril pelo ortopedista traumatologista Adriano José Bueno e o cirurgião especialista em quadril Fernando Moneta. O paciente, um homem de 57 anos, sofria de artrose (desgaste na junta do quadril).

"A abordagem cirúrgica é a mesma. A grande diferença é que a navegação por computador aponta o local exato para a implantação da prótese, ou seja, garante uma precisão maior. O resultado, consequentemente, é melhor, porque a durabilidade da prótese depende muito da colocação dela. Quanto mais próxima a um ângulo normal do fêmur, mais tempo ela vai durar", explica Bueno. Pelo método convencional, o encaixe da prótese é feito por meio de guias e muito pela sensibilidade do cirurgião. 

Já na cirurgia por navegação são colocados sensores no paciente, o que permite ao computador fazer uma leitura e, com isso, apontar com exatidão onde deve ser instalada a prótese, que dura em média de 20 a 25 anos. 

A técnica, já consagrada na Europa e nos Estados Unidos, vem ganhando maior destaque nos últimos anos no Brasil. Em Americana, o procedimento foi viabilizado pela empresa Prime, que disponibilizou o software para o São Lucas sem nenhum custo ao paciente. "A tecnologia está disponível, mas só será usada se os planos de saúde cobrirem os custos, que são elevados (cerca de R$ 20 mil)", afirma Bueno. 

A cirurgia por navegação ainda não faz parte do rol de procedimentos de competência da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Enquanto a agência não estabelecer os critérios e as normas de regulamentação do serviço em todo o território nacional, a cobertura não é obrigatória por parte dos convênios médicos.

Fonte: liberal.com.br